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A vinha está instalada por lotes monocasta:
Um lote de Touriga Nacional, na parte mais alta da encosta, com orientação norte-sul;
Dois lotes de Touriga Franca. O maior, a meia encosta, com orientação este-oeste e o menor, na parte mais baixa do terreno, com sentido nordeste-sudoeste;
Dois lotes de Tinta Barroca de idêntica superfície. O primeiro na parte mais alta, orientado de norte a sul. O segundo, entre a meia-encosta e o fundo, em sentido noroeste-sudeste;
Um lote de Tinta Roriz, na parte mais baixa da encosta com orientação nordeste-sudoeste.
Este último e o mais pequeno da Touriga Franca encontram-se em terreno mais fundo, compacto e com alguns vestígios de argila. A exuberância vegetativa e o rendimento são superiores ao dos restantes dois terços da vinha que, na meia/alta encosta, se encontra em terreno mais pobre, arenoso e de menor rendimento.

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as castas

1.TOURIGA NACIONAL (3650 videiras, 32% da plantação)

Resistente e de fácil adaptação, é uma casta de pouca produção, possui cachos abundantes, mas pequenos. Os bagos têm uma elevada concentração de açúcar, cor e aromas. Os vinhos produzidos ou misturados com a casta Touriga Nacional são bastante equilibrados, alcoólicos e com boa capacidade de envelhecimento.

2.TOURIGA FRANCA (3000 videiras, 26% da plantação)

A Touriga Franca é de cultivo fácil, pouco sujeita a doenças da vide e tem boa capacidade produtiva. Os seus cachos são médios ou grandes com bagos médios e arredondados. Os vinhos produzidos por esta casta têm uma cor intensa e são bastante frutados. Apresenta aromas finos e intensos, com notas de frutos pretos e flores silvestres, a que se juntam um bom corpo e cor. No vinho do Porto, a Touriga Franca integra os lotes com a Tinta Roriz e a Touriga Nacional.

3.TINTA BARROCA (3000 videiras, 26% da plantação)

É uma das castas mais plantadas no Douro, inscrita no grupo restrito das cinco castas recomendadas para a elaboração de Vinho do Porto. Bastante popular entre os produtores, pois é de fácil cultivo, muito produtiva e resistente a doenças e pragas. Generosa no grau alcoólico, consegue combinar produções elevadas com teores de açúcar generosos. Convive mal com os excessos de calor e de stress hídrico, passificando com facilidade em sobrematurações súbitas. Regular na produção, dá origem a vinhos bem compostos de cor, macios mas rudes e rústicos, de elevado potencial alcoólico, fáceis de beber e de taninos suaves.

4.TINTA RORIZ ou ARAGONEZ (1800 videiras, 16% da plantação)

Originária de Espanha, onde toma o nome de “Tempranillo”, é uma casta muito adaptável a diferentes climas e solos. As condições ideais são, porém, os solos arenosos e argilo-calcários em climas quentes e secos, para que a produção seja menor e os bagos mais concentrados. Origina vinhos de elevado teor alcoólico, de baixa acidez e indicados para envelhecer, sendo muito resistentes à oxidação. Em bons anos produz vinhos encorpados, escuros e muito aromáticos, com aromas finos e delicados de pimenta e uvas. 

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Com excepção do lote maior da Touriga Franca que foi instalado com videiras prontas, toda a vinha foi enxertada no local após o enraizamento do porta-enxertos, como continua a ser prática nas reposições ou preenchimento de vagas.

A poda é feita integralmente em cordão unilateral. Os tratamentos fitofármacos cumprem as regras da protecção integrada e no solo nunca foi aplicado qualquer herbicida, optando-se por contrariar as infestantes com a mobilização mecânica e com escava manual.

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